Sempre defendi o entendimento de que nível social não determina o caráter e a educação. Esses valores vão muito mais além do saldo da conta bancária.
A maioria dos favelados são pessoas trabalhadoras que além de lutar contra a miséria, lutam ainda contra o preconceito enraizado numa sociedade hipócrita, enquanto que muitos afortunados, diante de sua posição social e financeira, se julgam os donos do mundo e agem com certeza da impunidade.
Samanta Francisco
A desigualdade social não é a causadora do crime em si, mas o fato é que pessoas mais carentes, ou com pouco estudo, tendem a cometer crimes menos complexos como o roubo e furto, além de pequenos tráficos. Enquanto pessoas mais estudadas e com maiores recursos tendem a cometer delitos mais elaborados como o estelionato (golpes), crimes tributários, desvios de recursos e crimes de colarinho branco, os quais são mais difíceis de provar. Exemplo, uma pessoa mal vestida não conseguiria dar um golpe (estelionato) em uma loja, logo ele entra, subtrai a mercadoria e sai correndo (furto).
Outra diferença é que nos crimes mais elaborados as vítimas tendem a “perdoar” quando o criminoso devolve o valor subtraído uma vez descoberto. Como não é descoberto sempre, acaba ficando no lucro.









